Paisagens de tirar o folego, bailinho, vulcões…bolo do caco…Alberto João e claro…Vinho! Pois é…estamos na Madeira!
A ilha das flores tem uma historia vínica bastante antiga, grandes vinhos eram transportados nas naus em cascos para fazer de balastro, e as travessias do equador faziam com que os vinhos aquecessem e arrefecessem progressivamente o que lhes conferia um caracter único.
Hoje em dia este processo é replicado por aquilo a que chamam de Estufa ou Canteiro.
No método de estufagem os vinhos são colocados em cubas de inox que têm como que um casaco onde circula agua quente que vai aquecendo o vinho replicando assim as variações nas temperaturas pelas passagens pelo equador.
No método de Canteiro os vinhos são envelhecidos em cascos de carvalho, nos sótãos com janelas viradas a sul ou mesmo fora da adega para que o sol os aqueça de uma maneira mais suave e natural.
Outra das diferenças destes métodos é a fortificação. Sendo que alguns vinhos de estufa apenas são fortificados depois de completar o processo para que não haja grande desperdício de álcool.
Os vinhos de Canteiro são fortificados durante ou imediatamente a seguir a fermentação.
A Blandy’s é uma referencia incontornável quando se fala de vinhos da Madeira e este vinho foi uma grande surpresa! Este é o Malvasia 2004…o estilo mais doce e rico de Madeira…
Uma cor âmbar com uma lagrima de enorme persistência como era de esperar…. No nariz, mostra toda a sua complexidade, notas de caramelo…baunilha, frutos secos e ainda leves notas tostadas…passas e amêndoas torradas um vinho aromaticamente fantástico!
Na boca…aqui a historia é outra…todas aquelas notas doces no nariz parecem presentes mas completamente domadas por uma acidez notável… nada esta fora do sitio…aqui mais uma vez sobressaem os caramelizados e os frutos secos bem como algumas notas de iodo e um toque por vezes algo salgado… um vinho que como devem calcular tem um final de boca looooooonnnngggggggooooooooooo…..muito longo e de grande classe!
Este vinho estagiado em Canteiro e é um colheita de 2004…resta dizer que os vinhos da Madeira são vinhos practicamente indestructíveis…. E são vinhos que dão um gozo enorme…
Nota: 17,5
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Ai os Madeiras, os Madeiras…
Este foi para a Cave Virtual antes sequer de ter lido o texto, já que ando cada vez mais fascinado com os vinhos da Madeira. Desde que provei um Boal de 1903, a minha vida nunca mais foi a mesma
Tal como o Nuno, também eu antes de ler a tua crónica adicionei-o logo à Cave Virtual
Pois é meu amigo…Madeira!! Das vezes que lá estive em 2009 tive a oportunidade de beber algumas vezes (além da poncha claro
) esta bebida que tu e muito bem disseste, indestrutível!
É uma bebida fantástica, e a forma como foi “fabricada” durante aqueles longos anos em que eram feitas essa travessias, tornam-na uma bebida também ela (a par dos vinhos do porto) única.
Tive muito poucas experiencias, ou quase nenhumas, com Madeiras, mas a última foi inesquecível.
No Natal passado um amigo meu apareceu lá em casa com uma Cossard Gordon Verdelho 10 anos, e eu perguntei-lhe, – onde arranjas-te isto – e ele respondeu-me – não sei, estava lá para casa, alguém deixou lá, e como sei que gostas desta coisas, trouxe-te – e eu – Ok, vamos já abrir isto!!!
Só vos digo, fabuloso!!! Gostei imenso, pena é, entre Madeiras e Portos, haver tanta oferta, e não conseguimos ir a todas.
Nunca tinha ouvido falar desta marca, nem nunca pensei que um Verdelho Madeira desse tanto prazer.
Abraço
… emendo, Cossart Gordon, com T no fim.
João,
Para quieto sff. Por causa das tuas crónicas, de aprender contigo, meti-me no mundo dos Portos.
Não posso meter-me nos Madeiras, daqui a nada estou a vender o carro para comprar Terrantez de 1800 e troca o passo
Optimo texto, já agora ! Abraço
Caros ! Podem-me informar onde adquirir e qual o preço.
Saudações Enófilas
Fernando Souto
Caro Fernando,
Bem vindo….
Este vinho foi comprado no Jumbo de Cascais e esta a custar agora á volta dos 18€
Abraco