Aqui está uma incursão num território que me é muito pouco familiar : os champagnes.
Com o “apadrinhamento” do João Chambel, lá fui forçado a escolher um Champagne para o meu casamento – tradição assim o obrigas.
Para ser sincero e honesto, não sou grande fã de champagne – a bolha normalmente e isto é uma opinião muito pessoal – é incomodativa e grande.
Já provei variadissimas marcas e inclusivé, quando dou um salto às provas e eventos de vinhos, até dou por mim a provar os champagnes mas sem nunca conseguir identificar um que “fale comigo”.
Até encontrar este Bollinger.
Fiquei curioso e devido à minha ignorância, fui procurar o que significa Cuvée – denominação que aparece em vários champagnes de casas conhecidas ; reza a lenda que William Folks, o dono da London House Mentzendorff – uma das casas mais respeitadas e antigas de Londres no que toca a venda de vinhos e Champagnes, ao provar um champagne Bollinger, que lhe custava chamar a este vinho “não vintage”. Falou com o Monsieur Bollinger e propôs que se passase a denominar Cuvée ou Special Cuvée para os Champagnes superiores – foi imediatamente aprovado o termo pelo Monseieur Bollinger e desde então a casa Bollinger usa o termo Cuvée bem como outras casas.
Voltando a este champagne, é no que toca à bolha que o acho bem diferente dos outros – é presente, é acida q.b. mas ao mesmo tempo é muito, mas muito fina. Está lá para complementar o champagne e não para ser a caracteristica que o define – pelo menos no mau sentido.
Em termos de sabor é definitivamente diferente – tem sabores a maçã verde e a tostados, o que é uma refrescante diferença no mundo dos champagnes.
No nariz imperam as amêndoas e o cheiro leve da massapão, que é cortada pela acidez do próprio champagne.
Simplesmente adorei o champagne e dei por mim, já em várias ocasiões a abrir uma garrafa do mesmo para estar na conversa.
Dentro do panorama dos champagnes, é um champagne muito elegante e bem feito com uma óptima relação preço / qualidade.
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Gonçalo,
Mais um belíssimo texto… E este ja esta na minha Cave Virtual!
Quanto a champagnes… É um mundo!!!
Eu como sabes adoro… Acho que um bom champagne á mesa acompanha bem quase qualquer tipo de prato…
É um bebida magnifica… Quanto a este Bollinger, ja sabes que gosto e por isso to recomendei… É sem duvida um champagne que foge um pouco ao Moet e ainda bem… Na minha opinião claro…
Mas pelo preço que tem e pela qualidade que apresenta vale bem a pena!!
Quanto aos topos desta grande casa… Venha daí um La Grand Anné de 2002… Ou um Bollinger RD… Ao nível dos melhores do mundo!
Tu e os mundos que me apresentas. Tu és provalvemente o maior destruidor nos ultimos tempos da minha conta bancária
No entanto, aqui vai ter de ser uma coisa muito mais com peso e medida, já que sinceramente Champagnes não é muito o meu genero – e dai o meu espanto ter adorado imenso este champagne.
Alem disso, estou agora 100% virado para os Portos
Quanto às tuas recomendações, já estou a marcar psicologo para as apagar da memória, que elas dão sempre péssimo resultado financeiramente
Boa! Se quiseres conheço um psicólogo á maneira… Ahhh mas esper esse tb adora vinho… Se calhar não ia dar grande resultado! Lool
Ainda bem que agora andas virado para os Portos!
Grande abraco
Os Portos são um mundo tão grande que eu tenho a noção que sou tãooooooooooooo pequenino…. eles reduziram-me a uma coisa tão insignigicante.. mas eu vou perservar
No que se refere a Champagnes e Espumantes não é propriamente a minha praia!! Dos últimos que provei / bebi e que inclusivamente apreciei, até foi em casa do João!!
João…desmente-me se estiver enganado!! Não me lembro é o que é que abriste na altura!!
Diz lá…”há coisas que não se esquecem!!”
Quanto a este Special Cuvée, não o conheço mas fica adicionado à cave para uma ocasião futura!
Um abraço
O que bebemos la em casa não tinha rotulo….
Foi uma experiência de um produtor na Bairrada…
Sim ainda tenho umas garrafas para todos provarmos!
Mas que era de qualidade lembro-me eu bem que era!!
Gustavo, obrigado pelo comentário !
Este Champagne ficou-me definitivamente no goto : eu, que não sou especial apreciador dos mesmo, fiquei “banzado” com a qualidade e diferença deste champagne.
Recomendo vivamente !
Gonçalo, se esta não é a tua praia minha também não ,mas para isso (champagne) temos cá o João. Um a coisa te digo, vai já para a minha cave virtual. É outro mundo este dos champgne, um mundo de bolhas e tradições,se calhar vou errar mas os nossos Espumantes da Bairrada não ficam atrás de alguns desses champagne que andam por ai. Um abraço e boas provas.
Nuno,
Obrigado! Efectivamente champanhe é algo que me fascina..,
Quanto aos nossos espumantes… Ainda temos muito que andar para conseguirmos estar lado a lado com os franceses…. Reconheço o potencial gastronómico de alguns espumantes portugueses mas na harmonização com as ostras deixaram um bocado a desejar…
Sendo que ostras e champanhe são uma harmonização clássica e a prestação dos nossos espumantes não foi, na minha opinião a melhor… Qualquer champanhe ou mesmo cremant… Com ostras faz um brilharete.
Ja se fazem grandes espumantes em Portugal mas na minha opinião ainda estamos longe de nos podermos batalhar com os franceses… Isto em termos de espumantes…
Um exemplo ainda são os Cava de nuestros hermanos… Que tendo muita qualidade ainda estão bem longe de morder os calcanhares aos champanhes…
Os solos em Champagne fazem toda a diferença e os métodos utilizados também…
E cá e em Espanha não conseguimos atingir os níveis de mineralidade dos champagnes… Estamos a trabalhar bem o espumante mas na minha opinião não há comparação..
Abraco!
Nuno,
A mais valia do João é que ele percebe de tudo
Volto a dizer, apadrinho este Champagne e muita garrafa tive eu de o beber no meu casamento, portanto foi um bom test-drive !
Concordo com o João relativamente aos espumantes – se por um lado em termos de sabor os espumantes são bons, em termos de bolha – opinião pessoal – são terriveis e enormes.
Com ostras, tal como o João diz, são terriveis – eu ainda agora tive numa prova de harmonização de Ostras com Espumantes e não fiquei fã de todo, um Champagne resultava muito melhor devido à finura da bolha.
Gonçalo,
adorei este teu post (assim especialmente!): uma descrição aprazível do champanhe e uma lição de história!
E pelo que o João escreve, declaro-me não só admiradora das colheitas tardias, como também dos champanhes e espumantes! Agora quero saber e provar mais
Ah! … e Gonçalo, concordo contigo noutro aspecto…desde que conheço o João gasto cada vez mais dinheiro; isto assim não sei onde vai parar
Celma,
Obrigado
Quando escrevo sobre algo que não percebo, tento fazer um pouco de pesquisa do que bebo… e de Champagnes os meus conhecimentos são quase nulos !
Quanto ao provar mais : estou contigo !
Também Celma…também eu!!! Onde quer que vá, desde que lá haja vinhos…lá vem sempre 1 ou 2 garrafas!!
Este meu amigo João tem-me viciado literalmente!!
Claro… Agora a culpa é
Sim João, a culpa é tua
eu ca para mim tu tens participações em metade dos distribuidores nacionais…
fazes mais pela incentivação do consumo nacinoal de vinhos e portos que muito marketing que se ai faz…
Gonçalo,
Esta é a minha maneira de encarar o vinho… Com paixão e emoção…
Não faz sentido de outra maneira, chega a um ponto que o vinho se torna um modo de vida…
Eu estou como o Gonçalo, o Champagne não é a minha praia, mas começa a ser se continuo a beber coisas destas!
Pode ser que a ONU nos permita constituir um fundo “O João obriga-me a despender fortunas com bons vinhos”
Champagne for my real friends, and real pain for my sham friends!