Começo a escrever este texto triste. Dá-me pena de ter que fazer uma resenha sobre Porto.
Uma razão muito simples para isto acontecer : só posso dizer que, no ultimo ano me dediquei mais a Portos e Madeiras. E hoje em dia, percebo mais 1% do que percebi – é um mundo completamente diferente, vasto e fantástico o dos Portos.
Em alegre romaria com o Nuno a uma garrafeira conhecida da praça, eu decidi que queria comprar um Porto para beber – o primeiro Porto que ia comprar na vida.
Já provei muitos, em provas, em casa de amigos ( não se esquece o Dow’s 40 anos que bebi em casa do Nuno e da Rita facilmente… ) e há muitos que vão ficar eternamente na memória – com é o caso do Scion.
Mas curiosamente, nunca tinha comprado uma garrafa de Porto.
O desespero na garrafeira foi grande : quando se escolhe um ano, depois começa a segunda escolha : vintage, LBV, Colheita ? Ou esquecemos disso tudo e vai um Tawny ? E depois, que casa ? E quando se escolhe o Colheita de 95 olha-se para o lado e está um Vintage 2000 todo janota. E volta tudo ao zero.
Os donos da garrafeira já estavam em despero muito visivel quando nos decidimos por um Burmester 2000 Vintage – supostamente 2000 é um bom ano de Vintage, é um Porto Vintage, de uma casa que é decentemente conhecida ( Burmester ) e o preço era “certo” – 35.00€
Tinha medo que ainda estivesse muito novo – os Vintages de 90′s eram mais indicados mas a carteira não permitia tais voos. Mas decidimos arriscar e abrimos o 2000.
Eu dei graças de estar sentado numa cadeira e não num banco : o vinho, vertido no copo era de cor purpura escura e sedoso. No nariz, notava-se alguma jovialidade – um levo trave a alcool mas tudo enrolado em anis e aromas doces.
Atenção a uma coisa : eu abomino anis. Acho que juntamente com tanta coisa, devia ser promovido um movimento de extinção e erradicação mundial do anis. Mas fiquei simplesmente a navegar nos aromas que se iam desdobrando : chocolate, frutas maduras, anis, marmelos.
A boca era um bailado bonito de se apreciar : é um vinho com uma estrutura muito bem conseguida, doce mas com uma acidez bem presente e taninos finos mas vivos.
Não é um vinho pesado de se beber – atestando ao facto que eu e o Nuno, “despachamos” uma garrafa em hora e meia na amena cavaqueira. Neste aspecto é um Porto muito equilibrado e bem feito : não é doce demais nem é acido ou pungente demais. Tem a medida certa e o equilibrio perfeito de acidez e doce.
Tem muitos anos pela frente em garrafa e deverá concerteza evoluir para niveis fantásticos daqui a 8, 10 ou 15 anos – mas para quem quer impressionar uns convivas com um Porto fora de série a um preço muito simpático, ele está em primeiro lugar.
Um vinho excelente com um preço que não condiz minimamente com a qualidade que possuiu – ficamos com a sensação se fosse uma casa mais conhecida e conceituada ( Taylor’s, Dow’s, … ) sem problemas iriam surgir mais 20 ou 25€ no preço…
Nota : 18
Preço 35€
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Que post magnifico!!!!!
Estava a ver que nunca mais escrevias um post sobre o majestoso Vinho do Porto!
O vinho do Porto é sem duvida um mundo… Fascinante!!!!
2000 foi um ano clássico nos vinhos do Porto e não só… Mas nos Portos foi sem duvida excepcional!!! E o preço que pagaste e pela descrição que fazes fizeste uma excelente compra!!!!
Dou-te os parabéns por uma justa e merecida homenagem a uma casa que trabalha bem o vinho do Porto e que muitas vezes é esquecida!
Direitinho para a minha cave virtual!
Obrigado pelas tuas palavras João.
Já bebi vários Portos, mas só agora tive coragem para escrever sobre um.
Quando comecei a interessar-me mais por Portos, rapidamente eles me reduziram a uma insignificancia tão grande que eu me senti tão pequeno para escrever sobre eles…. e ainda sinto – apenas já provei mais alguns e já consigo dizer uma ou duas coisas de jeito.
É sinceramente uma paixão que nasceu ( pelos Portos ) há uns tempos atras e que eu quero alimentar até mais não – especialmente inflamada por vinhos como este e como um que irá sair daqui a uns largos dias….
Quanto à Burmester, senti mesmo que a qualidade era fantástica e senti que era um pouco “underdog”, caso fosse uma casa mais de renome, este Porto não enveroganhava ninguem, ganhava era mais uns euros no preço…
Abraço !
Vinhos do Porto são uma das dádivas da natureza, e fico bem contente que tenhas bebido este porque um bom Porto é caro (muito caro) e às vezes conseguem-se bons negócios porque as marcas não são tão reputadas.
Definitivamente vai para a lista de compras!
Eu começo a achar que Porto é caro mas vale TANTO a pena…. este mete na tua cave virtual meu querido, que isto é bom todos os dias e não é muito caro !
Por serem caros, e a grande maioria não tem carteira para eles, proponho uns LBV`s que andam por aí no mercado entre 9 3 13 euros e de muito boa qualidade. Ou como chamam lá para cima “os Vintages dos pobres”. Por exemplo um Borges 2003 que não chega a 10 euros.
Caro João Chambel, como és meu vizinho:) passas no super mercado tradicional sem são João ou na Mercearia da Aldeia em Janas, que foi onde comprei, e vais encontrar.
Forte ab.
Obrigado pelo fica Pedro!
O tradicional conheço muito bem sou amigo do Filipe!
Grande garrafeira e preços bem em conta!
A mercearia da aldeia é que ainda não fui…
É perto da malveira!? Ou é para os lados das azenhas!?
Obrigado Pedro Sousa, pela dica !
Já agora, lanço-lhe o desafio : porque não faz uma prova de 2-3-4 Portos desses, num artigo único, a publicar aqui no E Tudo O Vinho Levou ?
De qualquer maneira obrigado pelo comentário,
GP
Pedro eu candidato-me a ajudar a provar esses 3-4 Portos que o Gonçalo fala!!!
Abraco
E como isto é tudo presidentes da junta, eu candidato-me a levar a maquina fotografica e a ajudar a provar, que fiquei curioso !
Mas o artigo é o Pedro Sousa que o escreve…..
Eu ofereço o “escritório” para a prova
Caro João, é mesmo para o lado das azenhas, mesmo no centro de Janas, um bocadinho escondido, mas é na rua principal. Tem uma garrafeira de lhe se tirar o chapéu. Na net há várias iformações, não te vais perder.
Caro Gonçalo, partilho a opinião de que provavelmente ainda não estou preparado para escrever, só para provar… digo eu? Mas fica o desafio, já que temos escritório, cada um leva uma garrafa e vamos a isso.
Gosto mesmo disto… Uma prova a tomar forma!!!!
Vamos a marcar datas!!!!
Caro Pedro,
Se me permite, está redondamente enganado : nenhum de nós é enólogo ou critico galardoado de vinhos. Somos apenas apreciadores de vinho que transcrevem para palavras as emoções que os vinhos nos vão transmitindo.
Daí este site é um conjunto de amigos ( e há alguns que não se conhecem uns aos outros ) que vão escrevendo sobre vinhos e o que os vinhos nos fazem sentir – logo está mais que hablitado para escrever sobre vinhos !
Portanto, vamos lá marcar uma data que já temos :
1 – escritório, que o Chambel já disponbilizou
2 – reportagem fotográfica que eu já me disponbilizei
3 – vinhos, que iremos levar
4 – escritor do artigo : Pedro Sousa
Vamos a datas minha gente, vamos a datas !
Para mim antes de dia 17….
De resto concordo com o que o Gonçalo disse… O que nos une alem da
Amizade que criamos é o vinho… Por isso Pedro agora tema mesmo de escrever o artigo!
Abraco!