Calda Bordaleza 2007

Para um dia especial, um vinho especial. Foi neste contexto que se abriu aqui em casa o Calda Bordaleza 2007, da responsabilidade do senhor Carlos Campolargo, que é a meu ver, um talentoso produtor de vinho.

Inserido numa região que só representa 1% a nível das vendas nacionais e onde a casta rei é o Baga, este vinho foge a tudo o que é tradicional nesta região.

Carlos Campolargo é um senhor que só começou a produzir vinhos no ano de 2000, com uma produção pequena e marginal. Hoje em dia é detentor de um portefólio de 22 rótulos e com um volume de vendas na ordem das 600 mil garrafas.

Esta casa adora fazer vinhos diferentes do resto dos produtores e por isso gosta de experimentar e de jogar com castas nacionais e internacionais, com o tradicional e o moderno. Dessa perspetiva nasceu o vinho sobre o qual escrevo aqui hoje.

Calda Bordaleza 2007, feito com as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot é um vinho muito complexo e desafiante ao mesmo tempo, com notas de chocolate e com uma acidez fantástica e uma prova de boca suave e muito elegante.

Um vinho que seguramente repetirei mais uma vez.

Falta apenas dizer que tal néctar serviu acompanhou um jantar de almondegas de peru em molho de caril.

Existem dias especiais e este foi seguramente um deles.

Boas Provas.

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Sobre Nuno Barroca

Alentejano, apreciador de vinhos não há muito tempo, mas tempo suficiente para decidir que a sua região preferida é a Bairrada. Não diz que não a um excelente branco, nem vira a cara a um bom espumante (de preferência, Bairradino). A sua paixão pela Casta Baga fez com que desse o nome "Baga Manuel Vadio" ao seu cachorro.