Cepa Velha

 

Na minha visita pelo Norte e Minho, com o Nuno na senda de ir buscar Soalheiro 2011, tivemos obrigatóriamente de parar para comer algo.

Estando em terras de Alvarinho ( Melgaço / Monção ) e mantendo-nos fiel à máxima destas terras em que “Alvarinho bebe-se com tudo : peixe, carne, queijos, assados, grelhados, cozidos e até sozinho ! “, pedimos um belo prato de Rojões à Minhota e encomendamos este Cepa Velha.

Foi-nos sobejamente recomendado por amigos nossos Minhotos que o classificavam como um Alvarinho muito diferente e não desapontou nada nesse aspecto : é um registo completamente diferente do que é habitual – a cor é muito limpída, um amarelo citrínico mas muito ” a fugir ” e estava numa temperatura ideal.

No nariz, os aromas de ananás, jasmim e maçãs verdes apareceram mas, ao contrário do Solheiro 2011 por exemplo, estavam muito mais subtis – este não é um vinho exuberante em termos de nariz ou de palato, é um vinho muito refrescante e que faz jus à tradição minhota de acompanhar Alvarinho com tudo – é pouco doce ( muito pouco tendo por base a norma dos Alvarinhos ) e tem uma acidez elevada – essa acidez torna-se fulcral quando emparelhamos este vinho com um prato gordo, como Rojões – nunca me passaria pela cabeça de acompanhar um prato pesado e com bastante gordura como  Rojões ( carne e bastante gordo ) com um Alvarinho fresco – resultou na perfeição – a acidez extra do vinho cortava a gordura toda do prato e limpava o palato, tanto para beber mais vinho como para mais uma garfada do prato.

Vai excelentemente com guisados, pratos de carne, queijos ( puxou tanto por um queijo de cabra que comemos ao inicio que foi complicado guardar para o prato ) e , heresia das heresias, quase que me atrevo a dizer que deixaria este vinho de lado se fosse para peixe – a não ser algo mais trabalhado, como peixe no forno ou açordas.

 Nota : 16

Preço : 6€ numa garrafeira

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Aqui fica a foto dos famosos Rojões à Minhota e que estavam uma delicia…

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    Gonçalo Proença

    Sobre Gonçalo Proença

    Conhecido pelo seu amor ao Dão e seus vinhos tendo, no entanto, uma grande paixão pelo Vinho do Porto, sobre o qual escreve - e o qual bebe - regularmente !