Dona Maria (2012)

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Nada melhor do que uma 2ª feira para abrir uma garrafa (ou uma 3ª, ou os dias seguintes).  De facto, na garrafeira agitava-se freneticamente este exemplar…ou então era eu, já não me lembro.

O rótulo, limpo mas clássico, antecipava um puro sangue alentejano. Mais do que isso, revelou-se um puro exemplo académico, já que o nariz coincidia grandemente com o sabor. Com efeito, aos frutos silvestres juntava-se o aroma de casca de árvore perfeitamente replicados no paladar. Na boca, uma textura aveludada e volumosa não escondia o seu principal predicado: o amargor vegetal. O vinho não era desequilibrado, longe disso. Meramente, tinha uma característica saliente que o caracterizava, sem perder de vista a região da sua proveniência que lhe marcava o carácter e o sabor.

Final longo e pertinente, adstringente e apimentado com alguma madeira. Um bom vinho alentejano, para uma boa 2ª feira, sem surpresas, e sem desiludir.

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    Pedro Solano

    Sobre Pedro Solano

    Diplomata de profissão e sportinguista de coração é um reputado apreciador de diversos bons vinhos que tem nos tintos e moscatéis a sua principal perdição.