Um dia alguém escreveu…
“Ó Douro vinhateiro
Que tens tudo para nos dar
Dás-nos vinho famoso
Que todos gostam de provar.”
E como grande apreciador e consumidor compulsivo que sou dos vinhos desta região, não poderia estar mais de acordo com estas palavras!
Ia começar a preparar a base para assar um pargo no forno, e a minha indecisão nesse dia colocava-se que vinho abrir! Estava indeciso entre abrir um Douro ou…um Douro.
Acabei por escolher um Douro…Branco…Colheita de 2007…Fragulho
Há tempos tinha provado o Tinto, e logo fiquei curioso para provar o Branco! Neste dia, proporcionou-se prová-lo e foi efetivamente uma boa escolha! Não é um vinho de topo!! Longe disso!! Mas o facto de ser um vinho corrente e um Douro já o coloca, por si só, num patamar acima da média!
É um vinho todo ele elegante, quer no aroma quer na boca. No aroma predominam notas florais combinadas com aromas frutados exóticos intensos. Na boca, fruta muita madura, acidez equilibrada e final longo.
PVP a rondar os 10€…é sem dúvida uma ótima compra!
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Mais um belo post Gustavo…
Tens de deixar de ser faccioso….eheheh….
Quanto ao vinho…nunca provei este de 2007, já provei mais recentes…e é como dizes… não é um vinho de topo mas cumpre bem!
Quanto ao preço…sinceramente acho-o um bocado caro…á volta dos 10€ já se arranja muita coisa boa…Cidrô Chardonnay por exemplo…ou mesmo um Altano Branco que está um vinho belissimo para o preço…
Este 2007 deve ter sido uma prova interessante e um vinho que nao sendo de topo ainda se apresentar com esses atributos demonstra bem o potencial do Douro…
Parabens por mais um post!!!
Abraço!
Tens razão João!! Tenho mesmo que perder este meu facciosismo por esta magnífica região vinícola!
Não é que o ache caro, porque pela qualidade que apresentou vale bem o preço! O problema é que há vinhos efetivamente de qualidade superior e esses sim…são baratos demais!!
Mais ainda bem que o são!!
Olá, Gustavo.
Bem, nós que temos falado muito aqui de harmonizações, uma pargo no forno com um branco faz-me crescer água na boca.
Um branco de dez euros avaliado entre 15 e 16 também me deixa de pé atrás. Já sabemos que para pedir muito por um branco ele tem que dar muito.
Mas vou adicioná-lo à minha cave virtual, pelas castas de que é feito: Moscatel Branco Galego, Malvasia e Rabigato. Terá de ser interessante, sem dúvida. Quantoa esta última casta, desde que provei o Carm Rabigato, tenho estado muito interessada em Douros que utilizem esta casta, porque o rabigato parece-me uma casta que marca a sua presença de uma maneira muito convicta.
Olá Rita!!
É verdade!! Estavam em perfeita harmonia! Eu sou fã incondicional do Douro mas não o sou de vinhos brancos, mas este superou as expetativas que tinha nele!
A Rabigato é uma casta muito interessante porque além de ter um excelente potencial de envelhecimento (e este Fragulho com mais uns aninhos de garrafa estou convencido que melhorava susbtancialmente) é uma casta também de boa resistência à oxidação.
Creio mesmo que seja uma das “patroas” das castas brancas!
Quanto a castas brancas…. o Rabigato faz vinhos interessantes… bastante mesmo,…. vinhos com uma boa acidez, alguma estrutura e na minha opinião bastante gastronomicos…
Gosto da casta…gosto da maneira como é trabalhada no Douro por certos produtores…especialmente os Dona Berta…que vinhos brutais…. Não há muitos assim…e mesmo o Rabigato da CARM, não está nada mal…
Em termos de patronato das castas brancas….essa parece-me que ainda tem de prestar vassalagem…
Sim, ela estende-se por todo o Douro Superior onde é sem dúvida trabalhada de forma diferente de outras regiões!
Os da Dona Berta tiveram um excecional e sui generis ano de 2007 que lhes valorizou imenso a qualidade dos vinhos, e que ajudou de certa forma a elevar o nome da casta!
Tens razão…
Quando penso em Rabigato…imediatamente associo á imagem do Dona Berta… aqueles fumados….que maravilha de vinho!!!
Pena que o seu produtor nos tenha deixado este ano…na minha opinião uma grande perda para o mundo do vinho!
Oh Chambel… em termos de Rabigato, e escapando ao “dona Berta” (ai… o Dona Berta…) o Mieira também não está mal… Aliás!!! Viste? Curiosamente a Enoteca de Belém e o Mieira deram o ar da sua graça na RV deste mês
Hmmm..concordo com o João e a Rita, mas o Perfil do Vinho agrada-me!
Por isso vai para a Cave Virtual!
Gostei Gustavo
Olá Celma!!
Estou convicto que te agradará ainda mais depois o provares! É bastante equilibrado, incrivelmente fresco e cumpre muito bem como o João refere!
Se o vais colocar na Cave, não o deixes demasiado tempo a ganhar pó! Agora com a Primavera à vista, terás certamente boas oportunidades para desfrutar deste belo Fragulho!
Olha aqui está um vinho branco que deve ser perfeito para uma noite de verão, fresco e equilibrado. Não conheço muito bem os branco do Douro mas pode ser um excelente começo, quanto a branco ando mais pelo Dão e Bairrada. Já agora fiquei curioso com a casta Rabigato. Um abraço e boas provas.
E andas muito bem Nuno…
Os brancos do Dão e da Bairrada têm um encanto especial….
E na minha opinião é de onde saem alguns dos melhores brancos nacionais…e claro de Monção e Melgaço!
Mas o Encruzado do Dão… evolui muito bem em garrafa…ora aí esta uma boa Harmonização para o Pastel de Bacalhau…
Abraço e prova o Altano Branco….
Ainda bem que incluiste os de Monção e Melgaço senão tinhas a Rita à perna!!
Sem qualquer sombra de dúvida Nuno!! Tal como dei a “dica” à Célia, assim que começar a chegar a Primavera iniciam-se os dias ideais para degustar uma bela “botelha” deste vinho. E enquadra-se melhor ainda numa daquelas noites de temperatura elevada de Verão! Por isso aguarda sensivelmente mais uns 2 meses para matares essa curiosidade de um Rabigato!!
Abraço
João obrigado pela dica, vou já procurar o Altano Branco, mas na Bairrada também temos o excelente Quinta das Bágeiras Garrafeira e Pai Abel. Um abraço e boas provas.
Olá, Nuno. Subscrevo o que dizes. os brancos da Bágeiras são um fenómeno. Até acho que gostei mais do garrafeira do que do pai abel, mas tenho de os provar outra vez.
Que vinhos… que vinhos!!
Nuno, se estás pelos bairradas, prova também o Vadio Branco. Grande vinho…
Obrigada Rita vai já para o meu Moleskine de compras. É verdade a Quinta das Bágeiras fazem vinhos de sonho, com uns aromas muito intensos mas refinados e elegantes. Um abraço e boas provas.
O Hernâni Verdelho faleceu
não sabia, fui agora ver à net por aquilo que o João disse…é triste….conheci-o no EVS do ano passado e ainda estivemos uma boa meia-hora à conversa. Falava muito baixinho, com dificuldades, mas confesso que pensei tratar-se apenas de um estado passageiro, não me apercebi na altura…
Ele tinha ficado muito sensibilizado com o que escrevi aqui no ETOVL sobre o D. Berta Reserva de 2004, e todos na equipa da Quinta do Carrenho também tinham lido e trataram-me muito bem…uma grande perda para o vinho. Fica a extraordinária herança: o rabigato, o vinhas centenárias, o poderoso e surpreendente Monocasta Sousão, o D. Berta…triste…
Acabei de ver a notícia!!
Faleceu a 12 de Dezembro do ano passado!
Perdeu-se um entusiasta da região duriense e grande defensor da sua preferida casta Rabigato!
Nessa conversa disse-lhe que tinha gostado imenso da minha incursão pelo Douro, que tinha achado o Rio uma paisagem linda, diferente da paisagem típica de Portugal. Respondeu logo na sua pronúncia do norte: “Eu acho que o Douro é que é a paisagem típica de Portugal!”
Que descanse em paz.