De volta a terras Portuguesas e desta vez a uma das minhas regiões de eleição, o Douro. A Sogrape é uma das bandeiras nacionais, cá dentro e especialmente lá fora, é uma empresa fantástica é tem vinhos de altíssima qualidade.
Apesar de tudo isto continuam a inovar, lançando vinhos novos para o mercado. E é uma dessas novidades que aqui trago. O Papa-Figos 2010.
Este vinho tem merecido algum destaque em jornais e revistas da nossa praça e como qualquer consumidor comprei para provar…
O vinho tem uma cor bonita variando de um vermelho escuro para um roxo, mostrando toda a sua juventude.
No nariz não tem grande intensidade, mostrando-se mesmo um pouco contido ainda assim demonstrando frutos vermelhos maduros, alguma cereja, algum floral e notas mais terrosas envoltas em alguns toques de madeira.
Na boca, a media intensidade mantem-se… nada de novo, fruta de boa qualidade, com a cereja e o floral a aparecerem aqui com mais intensidade a madeira também esta presente mas discreta sem se sobrepor a acidez media e taninos bem domados e bem integrados no conjunto fazem dele um bom vinho….
Muito se tem falado deste novo vinho…a mim deixou um pouco a desejar, esperava um pouco mais… na minha opinião não traz nada de novo ao mercado, nem valor acrescentado.
É sem duvida um vinho bem feito…mas para mim não passa disso…e pelo preço há coisas bem melhores no mercado, nomeadamente o Herdade do Peso colheita….que custa o mesmo…e dá muito mais gozo!
Nota:13,5
![]()
Adicionar este vinho à Cave Virtual (clicar aqui para adicionar)



Obrigado pelo post João,
Este vinho veio preencher uma lacuna no portfolio da casa ferreirinha, do Esteva passava-se logo para dá cá quese 10 euros pelo Vinha Grande.
Do ponto de vista comercial até parece fazer sentido, mas pelo que a tua prova confirma mostra que o colmatar da falha foi mesmo só comercial…
Parece faltar-lhe carácter, muito tecnologia e pouca paixão… devem ter passado demasiado tempo a pensar na imagem e na estratégia – falta o resto!
Quanto à herdade do peso o homem do Mateus Rosé (Miguel Pessanha) tem vindo a revolucionar a herdade do peso e o colheita de 2009 está muito bom!
PS: A Sogrape já anunciou o lançamento do “novo” barca velha para Maio!
Saudações
É isso mesmo Sergio…
Um vinho para ocupar o espaço entre Esteva e Vinha Grande!
É mesmo uma coisa puramente comercial…
Como diz o Luis no comentário é um tinto simples sem grandes complicações mas que pelo preço já se arranjam outras coisas… Alorna Reserva por exemplo… O Herdade do Peso Colheita 2009…. Que para mim esta um grande vinho!
Obrigado pelo teu comentário!
João,
Têm que afinar ainda a receita, esperemos as próximas colheitas…
Quanto ao Alorna Reserva, bebi no passado fim de semana o 2009 em boa companhia de um borrego com alecrim no forno.
Na boca senti que o pimento do Cabernet se sobreponha em demasia a tudo o resto, lá para o fim sentio-o um pouco mais integrado e sem dúvida muito melhor.
E a restante companhia à mesa torceu um pouco o nariz e desistiu dele logo no inicio…
Sergio,
Esperemos que sim… Que afinem a receita…
Eles recomendam que o vinho seja decantado… Mas nem assim me encheu as medidas…
Quanto ao Alorna… O 2008 estava muito bom! O 2009 ainda não provei mas sendo que 2009 foi um ano algo quente isso teve de certeza influencia no Cabernet da Alorna… Provavelmente foi vindimado mais cedo para não haver sobrematuração das uvas e se calhar por isso o vegetal e os traços do pimento estejam mais em evidencia..
Vou comprar hoje uma para provar!!!!
Mas com uma companhia como o borrego… Não parece nada mal mesmo!!!!
Obrigado
Abraco!
Atenção que o Herdade do Peso recentemente começou a aparecer nas prateleiras a quase 10 €…
Bom dia meu caro,
Obrigado pelo comentário e Benvindo ao site!
O Herdade do Peso costumo comprar Makro e pelo menos lá o preço ainda se mantém!
Ja o vi noutros sítios a venda por 8/9€…
Mais uma vez obrigado e Benvindo!
Bom dia novamente
Agradeço e retribuo os cumprimentos.
Eu também visito a Makro, até porque moro perto da de Alfragide,mas ultimamente não tenho passado lá. Os preços deles são sempre uma referência porque costumem ser bastante competitivos. Mas nos supermercados o preço do Herdade do Peso subiu. Eu ainda o comprei a 5,99 mas agora vejo-o quase a 10, talvez para se posicionar no patamar do Vinha Grande.
Já agora permitam-me uma pequena apresentação. Sou um dos dois autores (escrevendo sob pseudónimo) dos blogues Krónikas Tugas (http://kronikastugas.blogspot.com), criado em 2003 e que chamamos o nosso blog generalista, e Krónikas Vinícolas (http://kronikasvinicolas.blogspot.com), que chamamos o blog temático, criado em 2005 mas que no último ano tem estado tendencialmente parado, por motivos vários. Como vocês dizem, as provas e a escrita sobre as provas tornam-se viciantes, e nos primeiros tempos chegámos a publicar 3 posts por semana. As visitas aos enoblogs eram diárias e o contacto com outros bloguistas ia-se fazendo dentro e algumas vezes fora da blogosfera. Também tivemos a nossa fase de ir às provas com bloco na mão para tirar notas e máquina fotográfica, mas depois isso cansou… Com o tempo o entusiasmo do “brinquedo novo” vai-se perdendo e vai desaparecendo o apelo da escrita. Outras solicitações vão surgindo, vamos mudando de hábitos e o que antes era um prazer vai-se tornando obrigação, pelo que já não dá o mesmo gozo… As visitas aos outros blogs foram escasseando na mesma proporção do acesso ao nosso.
Depois houve um problema com a password de acesso ao blogger quando tivemos de migrar a conta do hotmail para o google, e acabámos por ficar sem acesso nem numa nem noutra. Recentemente criámos um novo endereço com o mesmo nome mas só mudando uma letra (C por K), passando a Krónikas Viníkolas (http:kronikasvinikolas.blogspot,com). Tem dois posts, mas para já por aí ficou…
Entretanto, enquanto a escrita diminuía a presença em provas nas garrafeiras aumentava. Das presenças regulares na Wine o’clock, passou-se para a Garrafeira Nacional, a Garrafeira Internacional, a Delidelux, as Coisas do Arco do Vinho e o que mais fosse aparecendo, juntamente com alguns jantares vínicos. Foram-se conhecendo os mesmos comparsas de provas aqui e ali, naquilo que comecei a designar pelos “cromos” das provas…
E foi numa dessas ocasiões que tive conhecimento da vossa existência. Na passada 3ª feira, tendo recebido um convite da Garrafeira Internacional para uma prova de brancos, rosés e espumantes da região Lisboa no Hotel Altis Belém, aí encontrei alguns cromos que falaram num WineNic comemorativo do vosso 1º aniversário… E foi depois disso que vim visitar-vos. E desde já manifesto aqui o meu interesse em comparecer no evento no próximo sábado para vos conhecer. Ontem mesmo, na prova Luís Pato na Garrafeira Nacional, foi-me dito que alguns de vocês estavam lá. Provavelmente já nos cruzámos e falámos algures.
Dito isto, vou enviar-vos um mail a inscrever-me para o WineNic, e aguardo para saber se algum comparsa me quer acompanhar, portanto não poderei garantir se serei só um ou se seremos 2 ou 3, mas eu pretendo aparecer, até porque moro a 5 minutos de Monsanto…
Parabéns pela iniciativa e parabéns pelo 1º aniversário. E se não for antes, até sábado. A não ser que nos cruzemos hoje na Delidelux…
Saudações viníkolas
João,
nem de propósito tive com uma garrafa dessas na mão numa garrafeira e tive quase para a comprar.Tenho que dizer uma coisa o rotulo é fabuloso, muito bom gosto.
A Casa Ferreirinha não faz vinhos maus mas este tipo de vinhos todos certinhos não fazem o meu género mas acredito que vá vender muito, gosto mais de Vinhas Velhas, lol.
Um abraço e boas provas.
Nuno!
É verdade a Sogrape não faz vinhos maus.,.
E este não é um vinho mau… É apenas mais um…
Vale a pena provar por todo o burburinho que tem sido feito a volta dele…
Mas recomendo mais o Herdade do Peso Colheita!!!!
Quanto a VV… Tem de ser mesmo um dia destes!!!!!
Já agora permitam-me uma pequena achega. Eu e os meus comparsas das incursões pelos néctares de Baco também costumamos dizer que a Sogrape e o Esporão não sabem fazer vinhos maus. Podíamos juntar outros, mas temos uma paixão pelos vinhos destes dois produtores, até devíamos receber uma gratificação pela publicidade que lhe fazemos…
Mas em relação à Sogrape tenho dois “ódios de estimação”, digamos assim: o Esteve e o Dão Grão Vasco. Nunca gostei destes dois, nunca os compro e muito, muito raramente os provo/bebo. Considero que são os pontos verdadeiramente fracos no portefólio da Sogrape. Se não os fizessem, ninguém lhes sentiria a falta. Pelo mesmo preço tenho NxN vinhos que prefiro mil vezes. Para não ir mais longe, os da Dão Sul.
Saudações viníkolas
provei. achei agradável, um vinho simples, nada do outro mundo, cumpre. mas claro que será apenas mais um. se se pretender um tinto “ligeiro” poderá ser este.
Olá João,
olhe que já provei 2 ou 3 garrafas e até gostei do vinho. Tem no que descreves o seu padrão, mas é além de guloso, elegante o que nem sempre é fácil neste tipo de vinho tão recente.
Já provei uma delas, que não sendo o meu estilo, cheio de madeira, tinha uns aromas claros de caramelo que confesso até gostei nesse dia. Nas outras garrafas não encontrei esta evidência, mas o vinho até me parece bem correcto. Confesso que até me marca mais que os Vinha Grande pós 2003… o que me vale é que ainda tenho alguns exemplares da década de 90 e inicio de 2000 para me assegurar que não estou doido e que VG era um grande vinho.
Acho que é de dares outra oportunidade ao vinho e esperar ver como fica sem o fatinho de fruta com que ele se veste agora. O vinho tem uma acidez disfarçada muito interessante. A que me soube melhor, servia-a a uns 15-16º decantada mais de 1 hora.
Um abraço,
CCO
Carlos,
Antes de mais bem vindo ao site e muito obrigado pelo teu comentário!
É sempre um gosto ler a tua opinião e analise aos vinhos que provas!
Quanto a este Papa Figos… Não digo que o vinho seja mau… Apenas mais do mesmo! Ou melhor… Vem colmatar a falta de uma referencia entre Esteva e Vinha Grande…
É um vinho bastante comercial isso sim… Agradável a todos? Sem duvida… Mas depois do que fizeram com o Herdade do Peso esperava um vinho talvez um pouco mais acima, especialmente depois de tanto alarido a volta deste vinho…
O vinho é como dizes…certinho…mas para mim falta-lhe alguma personalidade…reconheço que á mesa o vinho se porta bem como tão bem referes pela acidez que esta algo camuflada pela fruta… Mas não seria com certeza uma primeira escolha! Sabes que quando compro vinho e tu deves fazer igual não compro só uma… Compro pelo menos duas…uma para beber logo e outra para guardar uns tempos e assim sendo daqui a 2 apitos vou voltar aqui e voltar a falar sobre ele!
Mais uma vez obrigado pelo comentário!
Temos de nos encontrar para provar umas coisas!
Abraço!
Sim,
concordo. Eu confesso que tenho muito respeito pela Casa Ferreirinha e tradicionalmente fazem bons vinhos. Ando mortinho para provar o que provaste no outro dia em homenagem à D. Antónia… mas ainda não o vi à venda.
O Papa Figos é de facto certinho. Eu também gosto de coisas mais vincadas, mas enfim.
Olha, temos de provar uns Bairrada para “homenzinhos”… ainda tenho algumas coisas da década de 80 e 90. Se quiseres combinamos esta semana que entra.
Tenho uma bom amigo que também gosta há muitos anos de Bairrada e também tem umas coisas interessantes. Se juntarmos 4 ou 5 pessoas fazemos uma prova gira.
Convida um amigo ou dois e falamos.
Um abraço,
CCO
Carlos,
Vamos a isso!
Esta semana que entra parece muito bem…
Vamos lá agendar isso!
Abraço!
Boas João!!
Já me tinhas falado deste vinho…
Talvez tenha ficado mais curioso por prová-lo dado ser um duriense, porque segundo a descrição que fazes do mesmo…não pareces ter ficado muito convencido
Ainda não tive oportunidade de o provar, apesar da natural vontade, já que, como aqui foi dito, a Casa Ferreirinha não faz maus vinhos. Além disso, o que tenho lido na imprensa especializada e em outros sites, dava-me a clara sensação de estarmos na presença de um belo vinho.
Agora, que leio o teu texto, a vontade esmoreceu. Claro que o vou provar na mesma, mas certamente não vai ser com tanto entusiasmo.
E mesmo do ponto de vista comercial, não tenho certeza que fizesse falta à Casa Ferreirinha um vinho deste valor. Não estou convencido que haja muitos consumidores para quem 4 euros é barato e 10 euros já é caro. Será que, em tempos de crise, não fará descer as vendas do Vinha Grande?
Nuno,
O mesmo raciocinio é válido para a parelha Esteva e Papa Figos.
Em tempos de crise é crucial manter o volume. Se eles com a nova marca, apesar de poder roubar vendas ao VG, conseguirem pelo menos manter o volume total anterior ao lançamento do PF já é excelente!
Estamos a falar de uma empresa em que economias de escala são fundamentais e a alavancagem e rentabilização da capacidade instalada é crucial para o sucesso.
Mas isto são conversas mais frutiferas com um belo copo de vinho na mão e um pouco à margem da excelência de conteúdos deste site.
Saudações
Correcção: obviamente, “Esteva” e não “Esteve”…