
Comprei este Quinta do Gradil com a Revista de Vinhos do mês de Janeiro deste ano, isto porque o último vinho regional de Lisboa que tinha bebido tinha sido uma ótima surpresa, e então por isso arrisquei.
E ainda bem que o trouxe porque foi igualmente uma excelente surpresa.
Esta quinta situada no Concelho do Cadaval produz em média 800.000 litros de vinho, maioritariamente tinto, e em que mais de 50% da sua exportação é feita para os mercados Chinês, Angolano e Suíço.
Feito a partir da nossa casta de referência e da casta francesa Tannat, que por sinal é, senão a mais, das mais utilizadas no Uruguai, oferece a este vinho o corpo e a estrutura que o caracterizam.
Este bivarietal de cor violeta apresenta notas de fruta vermelha não muito madura com realce para a ameixa que se encontra bem presente nomeadamente no aroma. Já no palato algumas nuances de floral, tabaco, assim como algum cacau, e com a madeira bem integrada.
Taninos presentes ainda que pouco suaves, talvez por ser um vinho ainda novo, mas também por ser uma das características da Tannat, o que torna o vinho algo mastigado, mas que apresenta todas as condições para uma boa evolução em garrafa.
A boa acidez torna o seu final de boca longo e complexo.
Após a última experiência não ter sido nada positiva (com um vinho alentejano), voltei a arriscar…mas desta vez acertei
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Gustavo, excelente texto ! Já o tinha debaixo da mira, depois de sair na revista.
Tenho de o meter na cesta de compras, especialmente sendo a mulher alentejana e sempre à cata de alentejanos
abs e boa provas
Boas Gonçalo!
O vinho é uma boa compra.
Estava algo renitente com o impacto que a casta Tannat teria com a TN, mas deram-se bem, e o vinho bebeu-se mesmo muito bem
Um abraço
Um texto verdadeiramente suculento e apelativo Gustavo, estás em grande. Lá está mais um exemplo de combinar uma casta conhecida com outra que se quer dar a conhecer, para potenciar vendas. Às vezes resulta muito bem.
abraço
Gostei imenso da combinação da Touriga com a Tannat!
Mas ainda quero é provar um monocasta da Tannat para tentar perceber melhor aquela casta!
Há algo nela muito interessante, que eu não consegui perceber ainda bem, mas que quero descortinar.
Abraço
Já está na Cave Virtual!
… e há de estar na minha cave real em breve!
Mas vou esperar 1 ou 2 aninhos para o abrir…precisamente pela tua descrição… taninos suaves ….isso é música nos meus ouvidos!
Beijos
Concordo contigo Celma, taninos suaves é mesmo música para os ouvidos!
Também acredito que daqui a 2 ou 3 anos (e não mais) o vinho esteja melhor!
Voltamos a falar sobre ele na época 2014/2015
Bjos
Ganhei este vinho no aniversario dos Desafios da Adega…
Mas ainda nao o bebi.
Talvez no Wine-Nique!!
Texto apelativo, de facto…
Se eventualmente não o levares no sábado para o wine nique, guarda-o e abre-o mais tarde!
Acredito que daqui por uns aninhos esteja melhor.
Bjos