Sábado…primeiro dia de mais um curto fim de semana, o último deste “enorme” mês de Janeiro. Dia soalheiro, propicio a uma tarde relaxada de esplanada a devorar uns amigos de bigode, e para isso nada melhor que uma boa companhia!! Mas a verdade é que essa tarde realizou-se mas não da forma que acabei de descrever!! A visita dum grande amigo nessa tarde / noite, “obrigou-me” a preparar além do jantar, uma deliciosa entrada daqueles amigos que mencionei atrás! Reconheço que…as gambas à guilho…apesar de terem sido preparadas por mim, ficaram um verdadeiro pitéu!! É aqui que surge a nossa acompanhante, uma bela “senhora”, loira e requintada…o Rebouça Alvarinho – Colheita 2007…acabado de chegar pelas mãos do meu amigo João!!
Depois de aberta, após alguns minutos a refrescar-se, apresentou-se fantástica, libertando o seu perfume forte e carregado a floral e ainda com ligeiro aroma a mel, realçando assim a sua cor dourada!
Na boca, uma acidez forte e predominante, intensificada pela sua super tropicalidade, tornando o seu final sensacional!
Foi sem dúvida uma boa, não digamos surpresa porque sendo um Alvarinho não surpreende a qualidade que apresenta, mas de certa forma maravilhado porque nessa noite foi indiscutivelmente uma excelente companhia!
Obrigado à nossa “amiga” loira e claro, ao meu amigo João, que fez o favor de ma apresentar!
![]()
Adicionar este vinho à Cave Virtual (clicar aqui para adicionar)



Gustavo!
Antes de mais parabéns…
O texto está muito bom!!!
O vinho esse estava mesmo muito bom… e os “bigodes” também….
Acrescento só á prova de boca…uns ligeiros toques a borracha… mostrando o potencial evolutivo desta grande casta…a fazer lembrar os Rieslings alemães…
De qualquer maneira…estás de parabens pelo primeiro post e que seja o primeiro de muitos!
Obrigado João!!
Será concerteza o primeiro post de muitos!!
Bom dia, Gustavo.
Em primeiro lugar dou-te as boas-vindas como novo redactor deste site. Em segundo, queria dar-te os parabéns pela escolha do primeiro vinho. (Conheço outros textos teus e sei que poderias ter escolhido muitos outros). Acho que é necessário trazer alvarinhos como o Rebouça mais para sul. Se fizermos uma busca por “Melgaço” aqui no ETOVL, vemos que já demos alguns passos. E agora temos um aliado… Tu!
Gostei muito do perfil do alvarinho Rebouça. lembro-me que era de grande frescura, e que o “mel” de que falas estava bem enquadrado no alvarinho em notas mais tropicais e amargas. (Odeio Alvarinhos doces, a la Palácio da Brejoeira). Bom, mas eu não provei o 2007, imagino que uns aninhos na garrafa tenham enfatizado algumas características.
Em terceiro lugar, comento-te que provei o espumante do Rebouça e que gostei muito. Os espumantes Alvarinho andam aí, com muito frescura e são incrivelmente gastronómicos. Ui, umas gambas com um espumante Alvarinho… acho que é coisa a combinar!
Em quarto, queria lançar-te uma pergunta. O produtor da casa Rebouça foi a primeira pessoa que tentou convencer-me que os Alvarinhos com madeira são o futuro, são o perfil melhorado do Alvarinhos.Mas eu ainda não estou muito convencida. Dos Alvarinhos com passagem em barrica que provei (e não foram muitos, confesso) parece-me que a madeira não fica bem integrada. Que te parece?
Boas Rita!!
Para já ainda estou muito verdinho comparativamente com todos vocês, mas espero puder um dia superar as expectativas que depositas em mim como teu aliado nos “Melgaço”!!
Mas não partilho da tua opinião quando dizes que odeias Alvarinhos doces. Digo-te que à cerca de 1 mês atrás provei um Brejoeira de 2002 e encheu-me BASTANTE as medidas!! Estava fantástico!!
Quanto à tua questão, não te consigo para já responder, isto porque ainda não provei nenhum Alvarinho com madeira. Mas vou tentar providenciar isso este fim de semana e no início da próxima já te respondo a essa questão!
Gustavo, não estarás de certeza mais verde que nós.
Digo-te que me deixaste curiosíssima. Um Brejoeira 2002? Que estava bom? tens de me contar a prova ou escrever aqui no site!
Eu provei o Brejoeira 2009 em condições um pouco especiais. Fazendo a rota do Alvarinho, eu e o Nuno (dos Vieira) fizemos a visita ao Palácio da Brejoeira e, no final, fizemos a prova dos Alvarinhos. Mas o vinho sabia a mel sem qualquer frescura. Mas talvez a prova fosse muito para o turista francês e o vinho estivesse demasiado quente….
Eu, o Nuno e o Gonçalo (Proença) já combinámos abrir uma garrafa de Soalheiro Reserva e pensar sobre a madeira no Alvarinho. Estás convidado!
Pick me! Pick me!!!!!!!! Heheheh!!!!
Estava mesmo bom Rita acredita!! Os anos que esteve em garrafa realçou-lhe e aperfeiçou-lhe as caracteristicas ímpares da própria casta!! O vinho estava super harmoniso. Penso que o factor que influenciou pela negativa a tua prova do 2009, foi por o vinho não se encontrar à temperatura ideal de consumo.
Aceito o convite!
Os produtores deviam ter cuidado à-hora de oferecer provas. Eu tenho feito uma publicidade negativa ao Brejoeira… para mim, depois daquela prova era um vinho mau.
Então em Fevereiro provamos (Chambel, Fernandes, Maia, Vieira, Proença) o Soalheiro Reserva ou, ainda melhor, a prova simultânea do colheita e do reserva e discutimos sobre a madeira no alvarinho. (Eu quero é beber alvarinhos!) Depois lançamos o debate aqui no site.
Neste site que foi votado o site vínico revelação 2011!
(Oh, meu Deus, que comentário tão grande. Desculpem-me! Mas quando se fala de Alvarinhos eu não consigo ficar calada…)
Que belo comentário Rita!!!
Long Live Alvarinho!!! Mais um para se juntar á luta pela promoção do Alvarinho!
Quanto aos Alvarinhos com madeira…concordo e discordo… Se por um lado a madeira lhe acrescenta estrutura e complexidade por outro retira um pouco da frescura e acidez que lhe são características…
Dos que provei com madeira… Gostei muito nomeadamente o Rebouça Gde. Escolha…
Mas acho que a par do Riesling o Alvarinho não precisa de madeira para envelhecer bem…
Raros são os casos dos Riesling que fermentam em madeira e ainda mais raros os que la estagiam e são vinhos que duram 20/30/40 anos…
No Alvarinho tive uma grande lição quando provei o magistral Soalheiro 1994…em 2008…
Ai João, João… Eu fico tão bitchy, quando tu me falas dessa prova de Soalheiro 1994…
Gustavo, seja muito bem-vindo!!! Espera… ok… já estou arrependida… Mas como posso dar as boas-vindas a alguém que pertence a este malfadado grupo que quer aniquilar com as minhas finanças??? Pior… que querem tornar o ETOVL a Confraria Lisboeta dos Alvarinhos? Como? Mas quando é que terei alguém a postar Contemporal e afins?
Agora a sério… belíssimo post e excelente entrada no ETOVL. Não fizeste por menos e atiçaste o nosso interesse por este vinho. Parabéns e venha daí mais textos que já fiquei com água na boca
Ahhah boa Carla a Confraria do Alvarinho!!!
Muito boa essa!!!
A Rita tinha forçosamente de ser a Presidente!
Os Alvarinhos são vinhos apaixonantes!!!
A Rita terá que abraçar simultaneamente o cargo de Presidente da Confraria e Embaixadora da região!!
Eu voto na Rita!!!!
Obrigado na mesma Carla, pelas tuas boas vindas!!
Mas quanto ao Contemporal, deixo-te esse desafio a ti!! Agora vou eu ficar de água na boca até ler o post que vais fazer de um Contemporal!!!
hehehe Não me parece que o faça… sou muito moderna, à frente, aceito diferentes conceitos e resultados e estou sempre de braços abertos para degustar coisas novas…mas nem tanto!!!!! hehehehe
Olha que bela surpresa! Excelente texto Gustavo, descontraído, leve, descomprometido, tal como o vinho.
Bem-vindo, e um abraço
Pedro
Obrigado Pedro! Foi com enorme prazer que partilhei esta minha experiência com o Rebouça com vocês!! Terá sido certamente a primeira de muitas que virão futuramente.
Um abraço
É com enorme prazer que leio as tuas palavras Gustavo sobre uma casta da qual gosto muito. Os Alvarinhos ( para mim ), deviam ser classificados como os melhores vinhos branco produzidos em Portugal com o mestre Anselmo Mendes a comandar. Este vinho em particular não o conhecia mas já está na minha lista de compras para beber na chegada do calor. Um abraço e boas provas.
E não tenho qualquer dúvida que no verão terá um impacto diferente daquele que já teve agora!! Chegando o calor, voltará certamente a constar novamente da minha lista!!
Um abraço
Gustavo,
Obrigado pelo excelente texto : muito sucintamente, apanhaste logo à primeira a ideia e espirito do site, escrevendo um texto engraçado e informal ainda por cima de um Alvarinho – não o conheço , sou sincero, mas depois de ler isto fiquei com bastante curiosidade…. já bebi EXCELENTES Alvarinhos, uns menos bons e uns assim assim , mas um mau – ainda está para a acontecer.
E este, pelo teu texto, está bem longe disso
Espero que este seja o primeiro de muitos textos aqui no ETOVL, será um prazer-te ter-te na equipa !
Obrigado Gonçalo!
Dificilmente se encontrará um mau Alvarinho!! E tal como tu referes, este está mesmo muito longe de ter essa conotação negativa.
Mais uma vez obrigado pela vossa calorosa “receção”
Um abraço
Olá Gustavo,
Antes de mais, parabéns pelo texto e bem vindo ao site!
Quanto às questões aqui levantadas à volta dos Alvarinhos, deixo a minha opinião de acérrimo defensor da casta:
- não creio que o problema do Palácio da Brejoeira fosse a temperatura. Acho mesmo que é um questão de perfil de vinho. No caso da Brejoeira optam por controlar em demasiado a acidez própria da casta, tirando-lhe grande parte do encanto e tornando-o muito doce. Pelo menos foi o que achei do 2009, não sei se o 2002 será diferente.
- isso da madeira não me convence muito. Provei alguns alvarinhos com madeira no evs e não houve nenhum que me tenha convencido muito, especialmente nos estagiados em madeira. Espero que seja o Soalheiro Reserva a fazer-me mudar de ideias.
Nuno e o Quinta do Edmun Val?!?!?!
Fermentado em barrica….esse para mim é um dos melhores exemplos no uso da madeira nos Alvarinhos…
O Soalheiro Reserva é o fim da picada!!!
Quando provarmos esse levo o Edmun Val e o Rebouça Grande Escolha…
Tens razão… o Quinta do Edmun Val… bem, fica como a excepção que confirma a regra
Se a memória não me falha, provei o Rebouça Grande Escolha e gostei mais do colheita. Claro que não me importo de provar outra vez, menos ainda com o Soalheiro Reserva!!!
Fica combinado entao…
Pode levar-se uma destas de Rebouça 2007 tambem…
Olha uma prova a formar-se…. Got to love this site!!!!
Essa levo-a eu então!!
Olá Nuno!!
Tenho que concordar contigo quando dizes que o problema põe-se devido ao perfil do próprio vinho, até porque tu melhor que eu conhecerás os Alvarinhos! Mas também sabes que se o vinho não estiver dentro daquele intervalo “perfeito” de temperatura para ser ingerido, perde o verdadeiro encanto.
Estou perfeitamente de acordo contigo (tirando na parte em que dizes que percebo mais de Alvarinhso que tu…) . Eu só fiz o comentário, porque estava com a Rita quando ela provou o vinho e tenho ideia que ele estava bom em termos de temperatura.