Quem nunca ouviu falar da Adega Coop. de Borba? Foi e continua a ser um motor da região…Fundada em 1955 começou por ser a primeira de muitas adegas cooperativas da região, ajudando assim pequenos produtores da região a dinamizar o seu negócio e providenciando uma qualidade aos vinhos bem diferente!
Sobejamente conhecida pelos tintos…especialmente o famoso e bem interessante Rotulo de cortiça, que me tem proporcionado grandes momentos…especialmente alguns mais antigos… A Adega de Borba começou também a sua aposta nos brancos… e em bom tempo o fez.
Uma renovação da imagem e a aposta em mono-varietais, renovou a força da Adega e com isso atingiu um público mais jovem e cada vez mais exigente, aliando Tradição e Rigor com Irreverência e Estilo, combinação que na minha opinião resultou muito bem! E essa irreverencia é bem demonstrada aqui…um Alvarinho Alentejano.
O Senses Alvarinho 2010!
Aqui o Alvarinho aparece com mais corpo, mais pesado no copo, mas com uma lágrima bem persistente.
O nariz confirma, um estilo bem mais maduro que os Alvarinhos de Monção-Melgaço, coisa que também não é de estranhar pois estamos a falar de climas e solos totalmente diferentes…mas a casta está lá…bem patente..a fruta como já referi bem mais madura, com um toque de manga e pêssego, um nariz bem interessante!
Na boca é um vinho rico, untuoso e encorpado a fruta madura continua a marcar a prova, num registo de cremosidade e corpo…para quem pensa que poderá ser um vinho pesado, plano e sem graça…engane-se, um vinho com uma acidez bem presente que corta a estrutura do vinho com grande classe e lhe transmite grande frescura…um final de boca bem envolvente e com alguns traços especiados..um vinho que se bebe bem a solo mas que já pede comida!!!!
Este vinho foi Escolha da Imprensa no EVS 2011 e medalha de Prata no International Wine Challenge… e com todo o mérito!
Um belíssimo exemplo de que um branco Alentejano, pode ser bem fresco e que dá uma bela prova!
Mais uma optima relação qualidade preço!
Nota: 16
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gostei…é verdade que ultimamente tem me apetecido mais tinto mas talvez aproveite o facto do frio ainda não ter “vindo para ficar” e compre uma garrafita para experimentar
Curioso como se começa a plantar Alvarinho por esse Portugal a fora, e não só.
Sou confesso adepto da casta (a melhor casta portuguesa, talvez) e tenho tido algumas experiências bem interessantes com Alvarinhos que não de Monção-Melgaço.
Este Senses tem-me escapado, mas, tendo em conta o teu texto, já vi que tenho de corrigir essa falha, depressa, depressa!
Oh, mal fadada sorte! Como é que é possível que eu tivesse deixado passar a apresentação de um Alvarinho?! Vou activar um alerta em buenomaia@etudoovinholevou para saber automaticamente quando se fala de alvarinho no ETOVL…
Este tenho de provar… Um Alvarinho Alentejano com frescura… Provar para crer e querer, meu amigo.
E vou somente prová-lo porque tu dizes que não está pesado e, apesar de mais doce, há a redução da acidez. Eu nunca acreditaria, e ainda duvido.
Dos Alvarinhos não-minhotos que provei, lembro-me do Grand’Arte (2010) que estava no top 10 das Best Buys, pela W.E.. Era um Alvarinho pouco aromático, muito horizontal, muito mineral. Não o achei satisfatório, mas era, isso sim, elegante.
Já tentaste dizer em voz alta: “Um Alvarinho de Borba”?? Isto é que é varrer com os preconceitos!