Bairrada: Leitão, Espumantes e claro está…Baga!!
Para mim uma das grandes regiões em Portugal, adorada por alguns, ostracizada por outros! Daqui saem alguns dos melhores brancos e espumantes portugueses. Mas aqui a terra pertence a Sua Majestade….a Baga!
Uma das mais míticas castas nacionais, uma casta que gera polémica mas que felizmente reúne muitos adeptos, muito devido ao trabalho desenvolvido pelos Baga Friends.
Defensores desta magnifica casta juntaram-se alguns dos melhores produtores da região, Mario Nuno da Quinta das Bageiras, Luis Pato, Filipa Pato, João Póvoa produtor do Kompassus, Sidónio Sousa e o Palace Hotel do Buçaco que juntamente com François Chasans e Dirk Niepoort têm feito a diferença na promoção da região e dos seus magníficos vinhos.
É precisamente de um destes produtores que nos chega mais uma pérola… O Sidónio Sousa Garrafeira 2005.
Considerado por Jancis Robinson como o ultimo grande Baga, valendo-lhe a pontuação de 18,5pts.
É proveniente da ultima colheita de uma vinha centeária, que foi arrancada, é um vinho de topo em qualquer parte do mundo.
Vinho de aromas complexos, com frutos vermelhos maduros, tabaco, especiarias, um perfil clássico…aqui começamos a perceber que estamos perante um Grande Vinho!
Na boca é um vinho, austero, bruto, explosivo, um vinho robusto com uma profundidade inacreditável, um vinho enorme que nos enche a boca e ataca o palato por todos os lados… a fruta de excelente qualidade, amparada pelo estagio em barrica destacam-se…mas é o conjunto que impera, aqui tudo faz sentido, acidez, corpo, fruta, taninos…um final de boca de grande nível, pimentas e leves traços vegetais…um conjunto maravilhoso, um exemplar perfeito da casta!
Um vinho de contrastes…pois por debaixo do manto de rusticidade e potencia tem um toque aveludado que lhe transmite uma grande classe.
Um vinho que ainda tem muitos e bons anos pela frente, um vinho que considero como imperdível….um vinho que não é para meninos! É um Baga á séria…á antiga…que não esta aqui para brincar…mas veio para ficar!!!
A Sidónio Sousa e aos Baga Friends….uma vénia! Obrigado!!!
Nota:18
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eu acrescento às casas da região o campolargo, embora não sejam os mais destacados especificamente na baga.
quanto ao SS, não tive a oportunidade de o provar, apenas e várias vezes de ouvir maravilhas a seu respeito. temos por lá pelo menos um irmão um bocado mais velho deste.
ah, e também eu sou apreciador de baga.
Parabéns João!
Mais um excelente texto, eu diria que se sente a força do vinho, a virtude implacável da baga em curvar o paladar ao seu poderio!
Também sou grande apreciador da casta baga, e já percebi que este é mais um para a lista de compras …
abraço
João, nem vale a pena dar-te os parabens pelo texto, mais um para a categoria dos excelentes !
Algo que a Jancis Robison considerou com 18.5, abro o olho com um olhar diferente – embora discorde de algumas pontuações dela, algo que levou 18.5 e é Baga ( casta presente em grande parte dos vinhos de eleição ) é algo que , mais uma vez, me remete este belo vinho para a lista de compras.
A que preço isto se arranja em garrafeira, sabes ?
abraço
É uma bomba!!!
Capaz de fazer vergar grandes vinhos que por aí andam….
Um vinho que vai durar certamente mais uns 15/20 anos…senão mais na perfeição!!!!
Este é daqueles que, para quem gosta de Baga pura e dura tem de ter em garrafeira!!!!
olha…atiçou-me a curiosidade… o preço? 21 “aeiros” na Garrafeira Nacional
Lá esta….Este vinho além da indiscutivel qualidade que tem…tem um grande ponto a favor…o Preço!!!!
obrigado ! parece-me um valor justo, tendo em conta a crónica do João. Vou ver se lá passo e compro isto, já digo qualquer coisa ( embora ainda tenho meia CARM e meia Lagoalva Reserva para beber
)
Queres ajuda?!?!
Quando for a outra dupla magnum de 3lts de Carm 2007, tenho todo prazer e inclusivé insisto que vás beber uns copos lá a casa
Agora Carm 2008 não é assim tão sobrenatural, prefiro abrir umas coisas mais interessantes .)
Olha que o 2008 também não é nada de deitar fora…
Mas venha de lá essa double magnum…
Será um prazer partilhar isso convosco!!!!!
O de 2008 é fantástico! Arrisco-me a dizer que se não fosse a mítica reputação do de 2007 (igualmente fantástico) a procura entre um e outro havia de ser muito semelhante.
P.S. – o de 2009 também é muito bom, mas precisa de um pouco mais de garrafa
Concordo contigo…
Sinceramente não acho que o 2007 seja assim tao superior ao de 2008….
Ganha claro pela fama…e perdemos nós que quem não o comprou a 9€ agora se quiser paga 30€….enfim….no comments!
Eu discordo com vocês os dois.
Estão a comparar, na minha opinião , alhos com bugalhos.
O 2007 é um vinho óptimo para se beber sozinho, sabores muito a caramelo, adocicados, muito guloso – embora tinto.
O 2008 é um vinho muito mais encorpado, mais “raçudo” e óptimo para se beber com comida.
Adoro beber 2007 enquanto se lê um livro e se petisca qualquer coisa mas ja não tanto para um jantar ou almoço, especialmente quando é pesado.
O 2008 por seu turno é um vinho muitooooooooo mais gastronómico e acompanha refeições divinamente – no entanto é um bocado agressivo ( vs 2007 ) para se beber sozinho.
Que grande vinho! Foi sem dúvida um dos melhores que experimentei na EVS.
Um vinho com um equilíbrio incrível, que enche a boca e dá vontade de mastigar, mas ao mesmo tempo com a acidez a conferir-lhe uma frescura muito interessante.
João, não podia estar mais de acordo contigo quando dizes que isto é vinho para aguentar 15-20 anos. Eu é que não sei se aguento
Não posso deixar de comprar um par de garrafas para ter cá em casa!
O único mau momento foi saber, assim que acabei de o provar, que as vinhas de onde saiu este grande vinho já não nos vão dar mais, por terem sido arrancadas.
Agora que penso nisso, quero ver se compro mais do que duas garrafas porque tenho cá para mim que daqui a 10 anos este será um daqueles vinhos que vai estar muito valorizado e com imensa procura.
Belo texto, João. Parabéns.
Por culpa do Sr João Chambel e do melhor site de vinhos Português – este mesmo – comprei ontem uma garrafa de Sidónio de Sousa 2005.
Acho que cedi ao facto de o Nuno andar de 2 em 2 dias a chatear-me a cabeça com ele e quão fantastico ele é.
Ora bem, lamento – não me caiu no goto.
Achei-o desinteressante de nariz e muito acre no final, com uma acidez muito solta.
Já sabia ao que ia – Baga – mas achei-o um vinho com muitos picos e desiquilibrado.
Ou a minha garrafa estava a “virar-se” ou o vinho efectivamente é muito novo ainda para ser aberto…
Goncalo,
Este é um Baga puro e duro! Um Baga feito á antiga, este vinho é daqueles que se guardares uma garrafa vais ver daqui a uns anos…
Compreendo o que dizes mas a Baga é assim mesmo, embora haja produtores que apresentem uma Baga mais “polida” mais pronta a agradar não tem o carácter deste vinho, na minha opinião!
Com este vinho não há meio termo, ou se adora ou se detesta, mas indiscutível é a qualidade e potência que apresenta!
Deixa-o “amansar” uns anos na garrafeira… Aposto que te vai surpreender!
João,
eu não aguentei e abri a minha ontem.
Que bomba de sabores e que sensações, uma loucura.
Posso garantir que para mim foi o melhor Baga que alguma vez bebi.
É pena é não ter mais nenhuma garrafa mas o que senti ontem ao beber este néctar é que ninguém me vai tirar, lol.
Um abraço e boas provas.