Taylor’s Vintage (2003)

Estendam a passadeira vermelha…Chegou ao E Tudo o Vinho Levou o Taylor’s Vintage 2003.

Casa de grande tradição que sempre foi reconhecida pela crítica nacional e internacional como uma das melhores. A Taylor’s só declara Vintage em anos excepcionais onde todos os elementos se conjugam para almejar a perfeição e excelência.

Um vinho de colecção pois os Vintages da Taylor’s aguentam na perfeição anos e anos a fio nas garrafeiras e vão sempre evoluindo para vinhos excepcionais!

Todos os anos os Vintages desta casa atingem pontuações a nível nacional e internacional invejáveis e apenas ao alcance de alguns… a Taylor’s lidera o ranking do mais afamado critico de vinhos Robert Parker, com uma pontuação media de 98pts… sabem quem está em segundo?! Château Lafite-Rothschild…. Impressionante!

Este Taylor’s Vintage 2003 foi classificado com 98pts Parker e 94 Wine Spectator… e posso afirmar que foi um dos melhores Vinhos do Porto que bebi…

Se há anos em que a declaração de ano Vintage gera discussão, o ano de 2003 foi um ano em que se passou exactamente o oposto, uma declaração generalizada e entusiasmante!

Um ano em que a seca e o calor abrasador se fez sentir por todo o país deu aos produtores um ano de excelência…Esse calor e baixa humidade originou na vinha a grande qualidade das uvas e que todas as castas estivessem quase ao mesmo nível o que acabou por acrescentar ainda mais complexidade e qualidade ao vinho.

Descrever este vinho é um desafio, pois sendo um dos melhores que provei, tem muito que se lhe diga mas aqui vai…

A cor deste vinho é qualquer coisa de fabuloso, parece quase tinta da china, opaco sem demonstrar qualquer resquício de evolução, um vinho que ainda é um “bebé”…

No aroma, bem…aqui as coisas começam a complicar, a primeira impressão foi de um vinho contido, com alguma mineralidade e fruta preta madura… á medida que foi abrindo evoluiu para aromas mais complexos e ricos, aromas florais, melaço, especiarias, um toque caramelizado fenomenal…

Na boca este vinho é desconcertante, um vinho volumoso, musculado, uma verdadeira Bomba, a manter a complexidade do nariz, aqui o floral também nos desperta o palato com toques de violetas, uva em passa, caramelo, alcaçuz, chocolate preto, ameixa e cereja preta…tudo isto com taninos vigorosos e uma acidez que a meio da prova transmitem uma frescura inesperada, é um vinho desconcertante pois conjuga na perfeição complexidade, harmonia, força, carácter e equilíbrio!

Um vinho que tem um final de boca magnifico e interminável que acrescenta ainda mais complexidade e riqueza ao vinho…

Estamos perante Realeza Vínica….um vinho que nos ensina, um vinho que nos demonstra todo o potencial que temos na produção de vinhos e que nos enche de orgulho!

Um vinho que se manterá em grande forma ao longo de muitos anos! Robert Parker diz que o vinho estará no ponto óptimo entre 2035 e 2060…. Mas eu não consegui esperar e acreditem que se o beberem vão perceber, este vinho está e vai continuar Perfeito!

Este é daqueles vinhos que não gosto de pontuar, pois para mim estão acima de qualquer pontuação porque oferecem algo mais que uma simples prova, são vinhos que nos despertam sentimentos e nos levam numa viagem mas se me pedissem para o pontuar…a nota seria 21…

Um Verdadeiro Colosso!

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    Joao Chambel

    Sobre Joao Chambel

    ETOVLiano apaixonado e sommelier. Os vinhos são a sua vida e paixão! Brancos, tintos, rosés, fortificados, espumantes, nacionais e estrangeiros, novos e velhos... A Bairrada é uma das suas regiões de eleição e faz regulares transfusões de Baga e Borgonha.