Zorzal Gran Terroir Pinot Noir (2011)

Zorzal Gran Terroir Pinot Noir

Se pensarmos em Pinot Noir, o que nos vem logo à cabeça é a Borgonha em França, Napa nos Estados Unidos ou um bocadinho mais longe na Nova Zelândia. Mas não é dai que vem o Pinot Noir que vos vou falar hoje, mas sim da Argentina.

A Argentina não tem muita tradição nesta casta, mas algumas regiões como a Patagônia e o vale de Tupungato, que fica ao lado da região rainha que é Mendoza, estão a ter enormes surpresas.

Sabendo que não podia ter as características de um Borgonha, nem querendo fazer comparações, fiquei mesmo assim com muita curiosidade para saber como um Pinot Noir se portaria na terra do Cabernet Sauvignon.

Para fazer o teste escolhi um vinho do excelente e muito pontuado produtor Zorzal, o Gran Terroir Pinot Noir 2011. E em boa hora o fiz.

Considerada por muitos como a uva branca das tintas, o Zorzal Gran Terroir Pinot Noir apresentou-se no copo com uma cor muito carregada, quase impenetrável, bem longe dos rosados ou dos vermelhos rubi que caracterizam a casta.

Os aromas a especiarias, bem como a morango, amora, framboesa e algum tostado da sua passagem por madeira, sentiram-se no olfato.

Na boca os frutos vermelhos, a terra molhada e alguma folha de tabaco faziam-se sentir bem, com uma leve pimenta do reino no final. Ótimo corpo, uma acidez presente, mas sem interferir nos aromas, e um excelente final de boca.

Como disse anteriormente, não procurava um Pinot com as características da Borgonha, mas sim ver o seu comportamento em outras latitudes. Tendo em conta o Zorzal Gran Terroir Pinot Noir 2011, posso garantir o Pinto Noir não se saiu nada mal, numa refeição que foi absolutamente maravilhosa.

Nota: 17
Preço em Reais: $100
Preço em Euros: 23€

 

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    Nuno Barroca

    Sobre Nuno Barroca

    Setubalense, apreciador de vinhos não há muito tempo, mas tempo suficiente para decidir que a sua região preferida é a Bairrada. Não diz que não a um excelente branco, nem vira a cara a um bom espumante (de preferência, Bairradino).